quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

PARECER LITERÁRIO — “SEXO COM LÚCIFER – APAIXONADA PELO DIABO” — Obra de Daiane Martins Jung (2020)

PARECER LITERÁRIO

 

 

 

“SEXO COM LÚCIFER – APAIXONADA PELO DIABO”

Obra de Daiane Martins Jung (2020)

 


 

Por Eduardo Banks

Escritor, Jornalista, Filósofo e Bacharelando em Letras e Literatura Portuguesa

Alma Mater: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

 

 

 

Concluí, na madrugada de 2 para 3 de fevereiro de 2021, a leitura do magistral “Sexo com Lúcífer - Apaixonada pelo Diabo” (293 páginas, ISBN 978-65-88367-73-5), e deixarei algumas — positivas — observações.

 

A primeira, é que, com certeza, a autora Daiane Martins Jung NÃO É “ESQUIZOFRÊNICA”, estando equivocado qualquer pretenso “diagnóstico” feito por psiquiatras incipientes que a atenderam (v. pág. 33, e seguintes).

 

O senso de realidade da autora, ao longo de toda a narrativa, está perfeitamente preservado, e seus próprios questionamentos sobre a sua experiência, que eu chamaria de “paranormal” (sem querer com isso contraditar a autora, que a chama de “sobrenatural”), indicam a preservação do SENSO CRÍTICO de uma pessoa moral e mentalmente sadia, o que seria inexistente, se as suas visões e demais experiências tivessem origem psicótica, o que fica evidenciado em suas altercações com Lúcifer, Miguel e outras entidades “demoníacas” ou “angélicas”, onde ela externa suas desconfianças e temores, o que não ocorre na esquizofrenia, onde o paciente aceita acriticamente a tudo o que as “vozes” lhe sugerem, até mesmo o que for contrário à moral comunal.

 

Por exemplo, à pág. 258, a autora declara que retrucou a Lúcifer que “[p]refiro morrer pobre e acima de tudo com a consciência limpa!”, ao lhe ser proposto que poderia obter “fama e fortuna” se sacrificasse um bebê, o que, tendo contrariado o ethos da autora, foi de imediato por ela repelido. Pessoas esquizofrênicas fazem qualquer coisa que lhe for sugerida pelo seu inconsciente colapsado, o que não é o caso da autora. Suas resistências a certas propostas de Lúcifer demonstram que preservou a sua sanidade, à margem de que para mim, indicam serem também um “teste” do próprio Lúcifer para que a autora tanto se conheça a si mesma, como para sentir até onde ela é capaz de ir. Ao se negar a fazer coisas contrárias à razão e aos seus valores éticos, a autora foi aprovada por Lúcifer (o qual, para mim, jamais se comprazeria no sacrifício de um bebê, e somente queria que a autora se negasse a participar disso, para demonstrar que é digna dele).

 

As manifestações descritas como visões, e até “efeitos físicos” como a movimentação de objetos e o relacionamento sexual com demônios, se inserem no background religioso da autora, e não interferem com suas atividades cotidianas (a autora inclusive refere exercer trabalho autônomo produtivo, em que ganhava dois mil reais por semana, ou mais, o que revela estarem preservadas as suas interações sociais e motivação para o desempenho de suas atividades), o que constitui um eixo para a moderna psiquiatria afastar o diagnóstico de qualquer transtorno mental ou comportamental em relação aos chamados “médiuns”. Suas dificuldades de relacionamento para estabelecer amizades podem ser mero traço de sua personalidade, quiçá mais introspectiva, sem nenhum comprometimento ou patologização.

 

Quanto à suspeita de “transtorno afetivo bipolar associado com personalidade borderline”: observo que comportamentos auto-destrutivos como a auto-mutilação são sintomas presentes no transtorno de personalidade limítrofe ou “bordeline”, mas não são exclusivos do transtorno de “borderline”. Embora seja comum que pessoas “borderlines” se auto-mutilem, nem todos os auto-mutiladores são “borderlines”, e a prática desses comportamentos na autora irrompeu em meio a situações-limite que ela vivenciou, não indicando que seja um traço determinante de sua personalidade.

 

Evidentemente, eu precisaria ter um conhecimento mais pessoal com a autora, para concluir definitivamente, após conhecê-la, se é ou não portadora de algum transtorno mental ou comportamental, entretanto, se o tiver, sê-lo-á em decorrência de experiências de sua primeira infância, anteriores ao início das “manifestações”, e algo totalmente independente dos fenômenos psíquicos por ela relatados. Entenda-se: uma pessoa com algum transtorno mental pode estar passando por uma experiência paranormal, da mesma forma como isso é possível para uma pessoa considerada “normal” e “sã” para os padrões da sociedade. Essas coisas não são auto-excludentes, e seria açodado e até ignorante concluir que o fenômeno descrito seria produto de alguma espécie de “alienação mental” tomado com base no “histórico psiquiátrico” da autora.

 

A anorexia (fl. 287), também foi “episódica”, e já superada, embora a autora ainda precise ter auto-controle para não reincidir no comportamento auto-lesivo, que ela mesma reconhece ter sido prejudicial, e sem que tivesse recebido auxílio psicológico ou psiquiátrico, o que mais uma vez, indica ser alguém que, ao dialogar de forma crítica consigo mesma, não se insere na perspectiva da “loucura”.

 

Passando ao exame textual da obra.

 

Tudo o que li é muito coerente com todo o meu conhecimento pessoal de demonologia, notadamente o “Tratado dos Anjos” inserido na Parte Primeira da “Suma Teológica” de Santo Tomás de Aquino (1274), o “Malleus Malleficarum” (1484), de Heinrich Kramer e Jacobus Spranger, a “Vida de Santa Teresa de Jesus” (1562) e, mais recentemente, a “Summa Daemoniaca” do Padre José Antonio Fortea (2004), que compila e encerra toda a literatura medieval e renascentista sobre demonologia e exorcismos. Sem mencionar exaustivamente as obras de Eliphas Levi e Aleister Crowley, e os grimórios apócrifos e pseudo-epígrafos como verbi gratia as “Clavículas de Salomão”.

 

A autora relata ter abandonado os estudos, parece que no 8º ano do Ensino Fundamental, a julgar pela idade de 16 anos em que os fenômenos se intensificaram, conforme pág. 19 e o atestado de pág. 33, este quando a autora já tinha 18 anos (observo que eu mesmo somente concluí o Fundamental com a idade de 30 anos, o Ensino Médio aos 32, e ainda não obtive o certificado de meu curso universitário de Literatura e Língua Portuguesa, iniciado também aos 32), e sua escrita demonstra o emprego descuidado da linguagem caracterizado pela pessoa de pouca instrução acadêmica.

 

Os (muitos) erros de ortografia, ressaltados pela ausência do trabalho de um revisor para o livro, evidenciam isto, e para mim, servem como argumento em prol da veracidade do relato, pois, se a obra fosse escrita em um português muito escorreito, eu suspeitaria de alguma “fraude literária” perpetrada por algum estudioso do ocultismo no mesmo nível que o meu, porém essa suspeita se torna difícil, quando constato que a autora não se demonstra versada na literatura própria sobre a matéria.

 

Alega ter aprendido tudo com o próprio Lúcifer, de auditu, tendo escrito uma obra que exigiria o conhecimento de todas as leituras acima indicadas, apenas como bibliografia primária, para que um “acadêmico” a produzisse.

 

Nesse estado, é de causar espécie que a autora detenha, sem possuir maior instrução formal, um conhecimento sobre u'a matéria que eu mesmo somente adquiri, mediante leituras, ao longo de mais de vinte anos, desde o ano de 1998.

 

Passemos ao exame lingüístico, da escrita da autora.

 

Constato que a cognição da autora deve ser fundamentalmente pelo sentido da audição, de onde constrói o seu vocabulário, aliado a uma boa memória. Talvez não seja muito apta a aprender pela leitura, evidenciado pelo seu “bloqueio” em ler os textos que Lúcifer “psicografa” por intermédio dela.

 

Observo isto, também por seus erros de escrita, que indicam que ela aprende mais ouvindo do que lendo. Por exemplo, à pág. 29, a autora escreve “é o meu extinto”, equívoco que repete inúmeras vezes ao longo do texto. Por óbvio, ela quis dizer “é o meu INSTINTO”, porque “extinto” significa “aquilo que deixou de existir”, e “instinto” é a tendência inata que animais e seres humanos têm para alguma atividade, mas que, decerto que pelo som da pronúncia sulista do meio que rodeia a autora (gaúcha de Novo Hamburgo-RS), as palavras “instinto” e “extinto” devem lhe soar como idênticas, o que a faz confundi-las na escrita, porque aprendeu “de ouvido”.

 

A concordância verbal é correta, indicando a preservação da gramática interna segundo os preceitos de Noam Chomsky; uma “lei” da moderna lingüística, é que os falantes de um idioma sempre mantêm o emprego correto (ou o mais próximo do “correto”, dentro da “variação lingüística” regional do idioma que empregam) dos verbos e pronomes, ainda quando não possuem estudos avançados, porque isto pertence à própria lógica da língua; apenas pessoas que possuem graves danos em suas faculdades cognitivas deixam de usar a lógica interna do idioma ao se exprimir.

 

Quanto aos diálogos, percebo a mesma espontaneidade e autenticidade da prosódia da autora em seus vídeos divulgados em redes sociais, ante a presença de acentos e marcas de entonação característicos da fala da autora, os quais me transmitiram a percepção de que ela está realmente transcrevendo as passagens de memória e escrevendo-as da mesma forma como costuma falar.

 

Alguma influência do subconsciente da autora pode se pressentir, por exemplo, quando à pág. 270, a autora relata ter dito a Lúcifer que “realmente, o senhor é insano”, depois que Lúcifer lhe propôs seduzir sexualmente a Miguel; depois, pág. 274, Miguel emprega duas vezes da mesma palavra (“sei que foi outra idéia insana do Lúcifer” e “a sua insanidade”), o que pode ser (não o afirmo categoricamente) uma repercussão da primeira afirmação da autora de que Lúcifer é “insano”, fortalecida pelo “super-ego” que seria representado por Miguel, no afã deste de enfraquecer o Id, representado por Lúcifer.

 

Passemos a um breve exame “estrutural” da narrativa.

 

A autora descreve sua experiência com demônios, inclusive de cunho sexual; relata ter passado por “oscilações” na maneira como lidou com essa experiência, ficando propensa, em algumas fases, a renunciar à amizade e relacionamento com os demônios, e (re)converter-se ao cristianismo; seus medos e dúvidas quanto à “fiabilidade” de Lúcifer a impeliram a duvidar, por várias vezes, da validade desses relacionamentos.

 

A autora, porém, termina a sua narrativa de uma forma INÉDITA em literatura desta natureza, que lhe confere um GRANDE VALOR: ela conclui a obra optando, voluntariamente, pelo seu amor a Lúcifer, e após as crises no relacionamento com o seu amante “sobrenatural” (eu diria “eviterno”, porque os demônios compartilham de nossa “contingência” no ser, como “irmãos mais velhos” da Humanidade, embora experimentem o tempo de forma diferente), mostra-se ainda mais “apaixonada pelo diabo” do que no início da narrativa, onde ainda se encontrava abalada por dúvidas e receios quanto à validade do caminho que seguira.

 

Se o livro tivesse terminado em uma “retratação” do satanismo, com uma “escolha final” da autora pelo “Deus” cristão, o livro não teria valor nenhum; seria mais uma obra “devocional” de um “ex-satanista arrependido” fazendo um “testemunho” destinado à conversão de outras pessoas ao cristianismo, o que me encheria de asco e desdém, aliado ao sabor agri-doce de ter lido uma coisa falida, como a conclusão do romance “Acte”, de Alexandre Dumas Filho, o qual terminei a leitura com vontade de chorar, e gritar de repulsa.

 

Daiane Martins Jung me “brindou” com o relato de uma satanista coerente com sua escolha e trajetória de vida, que no fim venceu, e triunfou sobre as pressões para se tornar cristã, pressões que lhe vinham da própria genitora, da família paterna, do meio social e da cidade provinciana em que se criou, e ainda expôs as fraudes e até crimes dos ministros dessa religião infausta (inclusive revelando que um “pastor” abusou sexualmente dela durante um “exorcismo”, e outro tentou usá-la para se promover na cidade, o que alerta o leitor contra a periculosidade das igrejas).

 

Tive o prazer de ler uma grande obra ocultista, em que o descuido da sua escrita serve como argumento em prol da espontaneidade e autenticidade de seu relato, mais como prova de sua força do que de alguma “fraqueza”, e que tenho a honra de tombá-la sob o número 683 da relação particular que faço, desde os 14 anos, de todos os livros que concluí a leitura.

 

Autorizo, plenamente, à autora Daiane Martins Jung reproduzir, divulgar e utilizar deste parecer, como bem lhe aprouver, isenta de qualquer ônus.

 

Rio de Janeiro, 3 de Fevereiro de 2021.

 

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Eduardo Banks dos Santos Pinheiro

Jornalista MTb 31.111/RJ

No meio literário “EDUARDO BANKS”

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

REVISTA BANKSIA - JANEIRO DE 2021 - NÚMERO 51

 Os demais conteúdos do # 51 da Revista Banksia ainda estão em preparação, mas trazemos a menção do nosso amigo Sérgio Viúla ao Sr. Eduardo Banks ("Pinheiro" é o seu último sobrenome, pelo lado paterno), a respeito da observação feita pelo patrono desta Entidade quanto à retração das iniciativas legisferantes da "bancada evangélica" na ALERJ, o que indica que tudo o que os "pastores" queriam era ser eleitos, e nada mais do que isso!


Eduardo Banks sobre a "bancada evangélica"

Íntegra do vídeo no canal do Sérgio Viúla, clique aqui:


Do seu editor-chefe,

Römer de Bendersky

domingo, 27 de dezembro de 2020

AJUDA A EDUARDO FAUZI! ASILO POLÍTICO NA FEDERAÇÃO RUSSA!



A petição de asilo político na Federação Russa de nosso associado Eduardo Fauzi foi admitida, e será apreciada segundo as normas de direito interno russas; neste momento, a Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana se junta aos familiares e amigos, pedindo que se dignem de escrever para a Embaixada da Rússia no Brasil, declarando suas preocupações com o respeito à integridade e aos direitos fundamentais de Eduardo Fauzi, visto que não existe possibilidade de que venha a ter julgamento justo no "tribunal kangaroo" que a Rede Globo instaurou contra ele no Brasil! 





 

terça-feira, 7 de julho de 2020

REVISTA BANKSIA - JULHO DE 2020 - NÚMERO 45

O Ritual dos Illuminati — Preparatório
Adam Weishaupt. de Travis Simpkins. Os Illuminati da Baviera. Maçonaria
Fonte: Der Ächte Illuminat Oder Die Wahren, Unverbesserten Rituale Der Illuminaten, Johann Heinrich Faber, Edessa, 1788 (acesso em 7 de julho de 2020)
Introduction à mon Apologie, Adam Weishaupt - Le véritable Illuminé ou les vrais rituels primitifs des Illuminés par Johann Heinrich Faber, 2012 (trad. Lionel Duvoy) (acesso em 7 de julho de 2020)
Peggy Pawlowski - Der Beitrag Johann Adam Weishaupts zur Pädagogik des Illuminatismus (acesso em 7 de julho de 2020)



ILLUMINATI

1ª Classe

I. NOVICIADO

Carta de Compromisso de um Proposto

            “Eu, abaixo-assinado, comprometo-me, sob minha honra e reputação, abandonando todas as reservas ocultas, não revelar nada dos assuntos que me foram confiados pelo Sr. N., relativos à minha admissão em uma certa sociedade secreta, a qualquer pessoa, sequer aos meus amigos mais íntimos, nem a meus parentes. Comprometo-me a jamais revelar a mínima coisa de que se trate, de qualquer maneira que seja, nem por palavras, sinais ou aparências, nem de outra forma, e o mesmo quanto à minha admissão. A mais forte razão de que me assegurei, quando de minha entrada, é que nada é feito contra o Estado, a religião ou os bons costumes. Eu juro também restituir sem demora os escritos que me forem confiados e cartas que me forem endereçadas, depois de extrair cópias para meu uso privado. Tanto assim que sou um homem honrado e quero para sempre continuar a sê-lo.

Feito em ... etc.”

Instrução para uso dos Insinuantes ou Recipiendários
Extrato dos Estatutos

            Quando alguém firma sua Carta de Compromisso, assume as seguintes responsabilidades:
1)     Manter um diário particular, consignando nele com precisão tudo o que recebe ou informa à Ordem, e todas as suas demandas.
2)     Reproduzir fielmente a primeira e a segunda Tabelas que lhe foram submetidas antes de sua admissão, para as remeter à Ordem.
3)     Descrever de tempos em tempos as capacidades e caracteres das pessoas que almeja apresentar ou excluir da Ordem.
4)     Observar para que as pessoas apresentadas tenham bom coração, desejem aprender e amem o trabalho. Se não forem ainda instruídas nas Ciências, a Ordem poderá ajudá-las com os seus ensinamentos. Poderá igualmente apresentar artistas, tanto quanto operários considerados.
5)     Organizar papéis particulares destinadas às seguintes matérias — mesmo após a conclusão de uma nova conversa:
a.      Coleção dos caracteres, ações, mentalidades dos homens eruditos e importantes dos tempos antigos e modernos.
b.     Seus nobres pensamentos, seus sentimentos, suas máximas e seus livros cuja leitura seja ordenada e aconselhada pela Ordem. Para provar a sua aplicação, eles devem ser enviados sob demanda.
c.      No final de cada mês, todos remetem ao seu destinatário um caderno lacrado sob o título Quibus Licet. Deve indicar:
aa.   Como seu recipiendário se comporta a seu respeito; com ou sem aplicação, com temperança ou brusquidão.
bb.  Se ele tem formulado reclamações a respeito da Ordem, e de que natureza elas são.
cc.   Se ele tem reclamado por salário ao longo do mês, e quanto.
d.     Se qualquer um formular um pleito particular ou uma preocupação interior, não terá mais do que a inscrever sob o título Soli em seu Quibus Licet e, se a não quiser vista pelo Mestre Provincial, que por cima escreva: Primo.
6)     Ter um nome de Ordem. E, para usá-lo com lucro e ciência, deve recolher e entregar ao seu tempo os dados concernentes à história da personagem cujo nome se leva.
7)     Os assuntos da Ordem serão conservados em um arquivo apropriado, e um caderno portando o título Ao Receptor ou Ao Superior será anexado a ele. Caso nós tombemos gravemente enfermos, este último deve ser selado.
8)     Deve-se conservar cópias dos resumos do que é expedido para a Ordem, incluindo todos os modelos de Tabelas, Instruções, etc. As cartas e injunções originais devem ser devolvidas.
NOTA
Para instrução dos jovens que não saibam bem escrever, ser-lhes-á mais fácil, à guisa de mensagem, utilizar de folhas soltas; nelas se escreverá, por exemplo, no cabeçalho do artigo: “Amor”, e, a seguir, tudo o que reunirmos sob esse tópico. Os trabalhos serão redigidos em alfabeto.

INSTRVCTIO
Pro Insinuantibus s.[ive] Recipientibus
Extrato dos Estatutos

1)     Todo membro tem o dever de propor ou insinuar novos membros.
2)     Se um aderente solicita submeter a candidatura de um sujeito apto, ele deve, segundo as diretivas, apresentar um retrato fiel e circunstanciado sob forma de Tabela ou Puntactim, e transmiti-lo à Ordem através do seu destinatário ou do Quibus Licet.
3)     Quando o Insinuante recebe o facultatem recipiendi (aptidão do recipiendário), ele deve se pôr à obra prudentemente, afim de estabelecer uma abordagem justa e precisa de todo o processo, esperando as próximas ordens secretas.
4)      Ele deve remeter o recipiendum a partir de sua própria experiência e segundo instruções de seus Superiores, através de conversas que facilitem a transição de uma abordagem de interesse ou para a transmissão de opiniões apropriadas e que edifiquem o espírito, de feição a que o desejo de ingressar em uma tal sociedade não irrompa de uma vez, mas sim progressivamente. Para esse fim, as obras antigas e modernas são úteis. Sêneca, Platão, Cícero, Isócrates, Marco Aurélio, Epicteto, etc. Todo membro pode mesmo propor livros modernos, adaptados às tendências e necessidades do candidato, como as obras de Abbt, Vom Verdienst [Du Mérite] ou os escritos filosóficos de Meiners, certas obras de Wieland, etc. — em geral, nesta classe, todos os livros ricos em imagens e máximas morais. Em semelhantes discursos e ações, é necessário que o Insinuado se desvele, e se o candidato faz mostrar que tem zelo e deseja ser introduzido, deve expressar o pedido. Todavia se lhe não apresentará o compromisso senão depois de reiteradas solicitações.
5)     Após a admissão, ele deverá ainda se exprimir por escrito sobre as Artes ou Ciências nas quais for sobretudo mais versado. Far-se-á realizar e transmitir as Tabelas. De tudo será entregue em mão própria ao Superior; da mesma forma será entregue ao responsável, em lugar certo, a pequena quantia proporcional à sua situação, destinada a cobrir seus gastos. É também o que o reembolsará se desejar retirar-se antes da iniciação. Todos os meses, em alguns lugares, se tratará de uma pequena taxa, mas sem receber quitação.
6)     Então, ao dar-se ao impetrante um nome de Ordem, e um pensum que ele deve completar conforme as suas aptidões. Esse pensum geral será assim entregue antes do fim do período probatório.
7)     Afim de que a Ordem possa apreciar a assiduidade do impetrante, a extensão dos seus conhecimentos, bem como sua apresentação, ele se comprometerá a transmitir, a cada mês, pelo menos meia folha de escritos morais ou um sucinto pensum de nexu social, que será composto de acordo com as situações.
8)     Durante o período probatório, o Recipiens detalha ponto por ponto com seus subordinados os Estatutos gerais da Ordem, e os explica a eles.
9)     Igualmente, dá-lhe uma figuração da Ordem fácil de compreender, indicando-lhe a maneira de atualizar o seu Diário e seu Quibus Licet, e se necessário, dá-lhe uma cópia das presentes instruções; ele deve ler com ele bons livros, mostra-lhe excertos e se esforça em geral para esclarecê-lo e prepará-lo.
10) O Recipiens deve ter em vista o justo cumprimento dos Estatutos, declarar tudo ao seu Superior imediato, e não atribuir culpas com facilidade.

Estatutos Gerais da Ordem

            Para o apoio e segurança dos membros desta associação, sejam eles potenciais ou ativos, e para prevenir toda suposição infundada ou dúvida ansiosa, a Ordem declara acima de tudo que não tem em absoluto o desejo de encorajar opiniões ou atos contra o Estado, a religião, os bons costumes ou aos seus próprios membros. Todas as suas intenções e seus esforços visam unicamente a despertar o interesse do Homem para a realização e o aperfeiçoamento de seu caráter moral, a inspirar o espírito de humanidade e de sociedade, a entravar a realização de desígnios malignos, a defender a Virtude opressa e indigente contra a injustiça, a planejar o avanço das pessoas de merecimento e a universalizar o conhecimento humano ainda majoritariamente escondido. Eis a finalidade declarada da Ordem; todo o resto não importa de nada. Se os membros tiverem um dia que se deparar com algo inesperado, eles podem ter certeza que, contra a usança de outras associações, nós prometemos menos, porém fazemos mais. Todavia, o membro que aspire a entrada na Ordem esperando conseguir poder ou uma grande fortuna, jamais será bem recebido.
1)     Posto que, para a conservação de um tal objetivo, o socorro mútuo, a boa compreensão e a indefectível obediências são necessárias, os membros não devem jamais perder de vista o fim último da Ordem, e pensar que tudo o que eles aparentam realizar para a Ordem serve em realidade para o avanço de seu próprio benefício, que todos os membros unam suam forças para trabalhar em prol da felicidade recíproca.
2)     Devem eles então se considerar uns aos outros como os amigos mais lealdosos, abandonando a todo o ódio e toda a inveja, preservando seus corações de todo interesse pessoal prejudicial e comportar-se de feição a ganhar não somente os corações de seus irmãos, mas igualmente de seus inimigos.
3)     Com freqüência, eles devem se habituar a ter uma atitude amigável, e em geral, forçar-se a uma perfeição maior, tanto interior quanto exterior.
4)     Exige-se de todos os membros que amem a Humanidade, que sejam virtuosos e honestos, praticando as Artes e Ciências de que são dotados por sua natureza.
5)     Cada membro deve, portanto, propagar a indústria, a habilidade e a Virtude; aqueles que são capazes devem divulgar igualmente as Artes, as Ciências e o bom gosto, procurando erradicar o seu oposto.
6)     Além disso, a Ordem recomenda com energia e moderação, o amor à família e o contentamento face à face de sua própria condição (os quais valem ouro), o respeito aos idosos, aos Superiores e aos dignitários do Estado; a amizade e o amor dirigido aos irmãos, a cortesia e a compaixão a todos os homens. Quem exige respeito dos outros deve ter pelos demais a mesma deferência e atenção.
7)     Desempenhar suas funções na sociedade civil com fidelidade, aplicação e constância; dirigir suas famílias como bons pais, esposos e senhores; e obedecer enquanto filhos, servidores e subordinados; quem negligencia os deveres de seu estado e de sua função, também falhará aos seus deveres para com a Ordem.
8)     Embora todas as diferenças de condição que se revelam na sociedade civil desapareçam dentro da Ordem, é necessário, no entanto, conter-se nos limites exigidos pela etiqueta, particularmente quando profanos estiverem presentes, e para demonstrar a prudência apropriada.
9)     Os membros mais antigos são os que adquiriram maior número de conhecimentos, e tiram disso vantagem, podendo ascender aos graus mais altos; eles são Superiores. Assim, nós os cumprimentamos com uma deferência que manifesta uma verdadeira atenção e alta estima, sem sermos subservientes.
10) Além da cortesia de um irmão que nos encontra ser excelente, devemos estar atentos a render-lhe o mesmo tratamento. Não autorizamos a excessiva familiaridade, devemos amar-nos constantemente, e a experiência ensina que nada rompe mais facilmente a amizade mais forte e a mais íntima do que uma grande igualdade de nível.
11) Os Superiores são nossos guias, eles nos dirigem para fora das trevas e do erro, livrando-nos de seguir caminhos impraticáveis. A flexibilidade e a doçura devem ser a regra, e mesmo o reconhecimento. Ninguém se furta a servir aos que obram pelo melhor.
12) A Ordem exige de seus membros um sacrifício de sua liberdade, certamente que não absoluto, mas em todo caso, tal representa um meio para um grande fim. As ordens dos Superiores se presumem sempre ordenadas a esse ponto. Porque os Superiores enxergam mais longe, e mais em profundidade o sistema — é por esta razão que são nomeados Superiores.
13) Eles conhecem os homens, sabem o que eles são diante deles, e, por conseguinte, não abusarão de seu prestígio e não esquecerão jamais que devem ser bons pais. No entanto, a Ordem tomou precauções para se proteger dos opressores, dos orgulhosos, dos imperiosos e outras pessoas do mesmo gênero. Ao final de cada mês, com efeito, todos os subordinados entregarão ao seu Superior ou ao destinatário uma ou mais folhas seladas portando o título apropriado à ocasião: Quibus Licet, ou Soli ou Primo. Nesta folha, se declara:
a)     Como seu Superior o reconhece e como procedeu com ele.
b)     Que pleitos deseja formular contra a Ordem.
c)     Que ordens o Superior lhe designou durante o mês.
d)     Qual o salário que recebeu naquele mês.
14) Todos os meses, devem remeter esse caderno, onde tem algo a expor ou uma queixa a formular, ou que não tem nada a dizer. Para o fazer de maneira menos penosa, cada membro se prepara, desde o início do mês, escrevendo uma outra folha, e consignando tudo o que lhe acontece com sua pessoa, até o final do mês.
15) Esta regra que exige o envio de uma prancha é seguida em todos os graus, e ninguém é dela eximido. Se interrompida, o subordinado fica sujeito a u’a multa proporcional aos seus recursos, assim como o Superior que omite o envio ou não a reclama no prazo. O Superior deve transmitir no último dia do mês.
16) Para que todos os membros sejam animados como de uma só alma, que eles tenham, sempre que possível, uma só vontade dos livros que lhes são fornecidos, que devem ler e a partir dos quais eles podem se formar. Para estes trabalhos mensais, da extensão de ao menos meia página, e usando as instruções dispensadas quando das reuniões, os Superiores e os Irmãos terão a ocasião de apreciar tanto sua apresentação, quanto o zelo e aumento do seu conhecimento.
17) Todos são informados pelo seu Superior quanto aos livros que devem ler. Em regra, não se exclua nenhum que contribua a formar o coração. Para os novatos, nós recomendamos fabulistas e outros textos ricos em imagens e máximas morais; nós particularmente preferimos que os membros se alimentem do espírito dos Antigos e que ao final, eles pensem e observem mais do não leram.
18) O destinatário de qualquer candidato é igualmente seu Superior. Toda pessoa que viu revelar-se a existência da Ordem, e que, ao mesmo tempo, fez seu pedido de adesão à aliança, deve aguardar as próximas instruções de quem os trouxe, isto é, de seu destinatário.
19) Todo mundo tem permissão para propor e insinuar novos membros. Além disso, todos os membros devem, sobre qualquer pessoa que desejam ver admitidos ou excluídos da Ordem, manter arquivos particulares onde registrem os atos e palavras reveladores de suas almas; em particular os mais ínfimos, aqueles em que a pessoa não acredite que esteja sendo observada. Uma vez que todos os julgamentos que exprimimos, assim como todas as ações que revelamos, não deixarão jamais de ser material para essas notas.
20) As anotações determinam todo o acompanhamento. Devem, portanto, ser corretamente estabelecidos; que eles sejam mais narrados que refletidos. Dessas notas deve-se imediatamente destacar para o Superior o caráter do candidato, seja para a admissão ou a exclusão.
21) Como o Homem possui duas metades, uma boa e a outra má, a Ordem exige que os membros não se habituem a considerar e descrever apenas um lado. A Humanidade necessita que conheçamos igualmente bem o mérito no seu inimigo, que se louva da sua probidade. Não se estabelece o valor dos homens a partir de uma só ação ou de um único relacionamento que tiveram conosco.
22) Para conferir se os candidatos estão cumprindo com as regras promulgadas até agora, se expandiram os seus conhecimentos, se eles refutam e negam seus preconceitos, se eles aperfeiçoam seu caráter moral — numa palavra, se eles querem se tornar dignos de ser membros — a Ordem coloca a provas sua fidelidade, seu silêncio, sua aplicação, seu apego e sua obediência.
23) Assim, a Ordem mantém por uma certa duração o período durante o qual os candidatos devem ser submetidos a um teste. Os jovens têm um período probatório de três anos, outros de dois anos, e ainda outros, de um ano. Depende da assiduidade e da maturidade, do zelo e da aplicação do candidato reduzir este prazo.
24) Enquanto o candidato estiver lendo os livros prescritos, ele trabalha para observar o seu próximo, mantendo anotações de acordo com um certo método apropriado e procura digerir o que leu reproduzindo com as suas próprias palavras.
25) O número de notas, de observações, muitos caracteres esboçados, conversas registradas com as pessoas com quem se encontrou falando com paixão, tanto quanto a execução dos Estatutos da Ordem e a obediência ao Superior, são a via mais segura para atingir o progresso.
26) Entre as observações, os traços fisionômicos, as regras descobertas, o julgamento dos caracteres humanos prestam um grande serviço. Recomendamos, porém, essencialmente considerar os objetos não de maneira estranha, mas pessoal.
27) Além da filosofia prática, a Ordem se ocupa da Natureza inteira e da História Natural, com os assuntos políticos e econômicos, as artes liberais, as ciências nobres e as línguas.
28) Quando de sua admissão, o candidato esclarece em qual arte ou ciência é mais versado; ele deve se familiarizar com as obras que seguem essa direção, em reproduzir passagens significativas, mostrando estas últimas ao seu destinatário como prova de sua aplicação e enviá-las de acordo com os estatutos.
29) Entre as primeiras manifestações de suas capacidades, estão as tarefas com as quais todos devem lidar, definir e apresentar ao término de seu período probatório.
30) Após a sua admissão, o candidato troca também o seu nome por um outro, ou seja, um nome de Ordem; ele deve ler, guardar e anotar tudo o que lhe concerne.
31) Posto que ele deve se habituar a uma prudência e a uma discrição particulares, ele não freqüentará nenhum membro durante todo o seu período probatório:
a)     Afim de que não possa ficar desestimulado, e também por estar sob observação.
b)     De sorte que ele correrá o risco de querer falar contra os membros da Ordem; ele se tornaria assim culpado de uma transgressão aos Estatutos que não poderia contestar.
32) É também por esta razão, e porque jamais sabemos se com quem estamos conversando é de um grau mais elevado ou inferior ao seu na Ordem, que não é permitido falar aos membros conhecidos no momento de sua recepção, sobre graus, isenções, nem aos irmãos presumidos da Ordem do menor caso que lhe seja relativo.
33) Os ausentes escrevem ao seu Superior a cada quatorze dias, porte pago. Os assíduos devem visitar o seu Superior ao menos uma vez por semana. Se o Superior tem tempo, ele divide sua semana entre os seus nomeados; ele lê, anota e conduz as palestras instrucionais que tem com eles.
34) Daquilo que o candidato recebe de seu Superior, ele tira todas as passagens necessárias e que tenha compreendido, e então ele dispensa ou a cada vez retorna todos os originais. Tudo o que está oculto tem mais charme e apelo. Além do que, os Superiores têm ainda mais oportunidades de realizar observações. A Ordem se preserva mais certamente da infiltração de poderes inoportunos e da presunção alimentada pela curiosidade dos espiões. Os projetos humanos e honestos podem ser menos entravados, e os arroubos dos tiranos e dos mercenários mais facilmente abafados.
35) A fim de prover às diferentes missões e para segurar aos Irmãos pobres, a Ordem reclama habitualmente de todos, quando das reuniões, uma pequena contribuição proporcional aos seus recursos — nada mais.
36) Nada de ninguém não será cobrado e, da mesma forma, o candidato será reembolsado se, caso o peça, deseje se retirar antes da iniciação. De resto, não se faz o mesmo em todos os lugares, o que vale em função das necessidades e circunstâncias. O candidato se aperceberá muito depressa que, conosco, não se pode suspeitar de fraude.
37) Realmente, ele não somente tem as suas mãos livres, como também elas recebem a assistência da Ordem. Para os demais, as contribuições serão anotadas e reportadas para as circunstâncias mais favoráveis.
38) À medida, no entanto, em que essas contribuições são extremamente módicas, pois à diferença de outras associações onde apenas para entrar se cobram cem florins, ou ainda mais, poderíamos conceber que um trabalho tão imenso custaria grandes somas de dinheiro, apenas para o porte e viagens; o quanto esperamos que esses detalhes sejam realizados e pagos não são tão surpreendentes do ponto de vista dos Superiores e subordinados.


Cifra simples para o uso dos Neófitos

                        m — 1             c — 10            s — 18
                        l — 2              b — 11            t — 19
                        k — 3              a — 12            u — 20
                        i — 4              n — 13            v — 21            p. ex. 11.8.17.2.4.13
                        h — 5              o — 14            x — 22                       B E R L I N
                        g — 6              p — 15            y — 23
                        f — 7              q — 16            z — 24
                        e — 8              r — 17
                        d —9   



domingo, 24 de maio de 2020

NOTA DE FALECIMENTO - "PAST-PRESIDENT" WALDEMAR ANNUNCIAÇÃO BORGES DE MEDEIROS

A DIRETORIA DA Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana, nos termos do Estatuto Social vigente, surpreendida pela notícia lastimosa, vem a público tornar manifesta a presente

NOTA DE FALECIMENTO

Do Ilmo. Sr. Waldemar Annunciação Borges de Medeiros, associado fundador, Presidente por dois mandatos consecutivos e Past-President, aos 79 anos de idade, vitimado pela CoVid-19 na quinta-feira, 21 de maio de 2020, no Hospital Evangélico, na Rua Bom Pastor, 295, Tijuca.



O extinto participou ativamente dos trabalhos de constituição da Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana, ao lado de dois de seus sobrinhos, que firmaram a Ata de Fundação em 18 de novembro de 2006 como associados fundadores, sendo Waldemar eleito pela Assembléia de Fundação para presidir a entidade no triênio 2006/2009, e reelegendo-se no triênio 2009/2012.

Sob sua Presidência, a Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana concretizou o ingresso na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, apresentando suas primeiras sugestões de projetos de lei (o PL 7.960-B, de 2010, resultou da aprovação da SUG 181/2009, ainda em tramitação no Congresso Nacional) e habilitou-se como amicus curiae, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da ADI 4277 / ADPF 132 (processo selecionado pela UNESCO como representativo da História da Humanidade), e na representação de inconstitucionalidade 0063245-34.2010.8.19.0000, julgada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde foi derrubada a Lei Estadual nº. 5.530, de 2 de setembro de 2009.

Waldemar era sobrinho-neto do político Antônio Augusto Borges de Medeiros (m. 1961), cinco vezes Governador do Estado do Rio Grande do Sul, mas exercia a modesta profissão de corretor de imóveis, e era um homem simples e de temperamento sereno. Com o término de seu segundo mandato presidencial, recebeu da Assembléia Geral a honraria de Past-President, afastando-se dos trabalhos operativos na entidade, enquanto se dedicava, até o fim de seus dias, a presidir o "Terreiro de Umbanda Vovó Rita da Bahia", com sede no bairro de São Francisco Xavier, onde seu sobrinho Agnelo Maia Borges de Medeiros é pai-de-santo (Pai Ibonan).

Seu sepultamento, às 15:00h de sábado (23), foi restrito (a família ficou representada pelo sobrinho Osíris Maia Borges de Medeiros), devido às injunções das normas sobre o confinamento social de prevenção ao contágio da pandemia de coronavírus, a mesma enfermidade que terminou por ceifar a sua existência, já fragilizada por uma longa doença cardíaca e recente internação em Centro de Tratamento Intensivo, da qual começava a se recuperar. O enterro teve encerramento com uma prece umbandista no local.



A família encomendou duas Missas Virtuais de Sétimo Dia em sufrágio do morto, nos seguintes horários e endereços eletrônicos:

27 de Maio de 2020: 07:20h, na Basílica Santuário Senhor do Bonfim, em Salvador - BA, acesso no aplicativo https://www.santuariosenhordobonfim.com/webtv.

27 de Maio de 2020: 18:00h, Igreja de Santana / Santuário da Adoração Perpétua, Praça Cardeal Leme, nº. 11, Centro, Rio de Janeiro, acesso no aplicativo https://www.facebook.com/igrejadesantana  / @igrejadesantana

A Diretoria da Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana declara a vacância do cargo de Past-President, e determina que a memória de Waldemar Annunciação Borges de Medeiros seja reverenciada com três evoés.

Rio de Janeiro, 24 de maio de 2020.

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Sérgio Ramon Römer de Bendersky
Presidente

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Anderson César da Silva Carvalho
Vice-Presidente

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Henry Ribeiro da Costa
Secretário Geral